Começou a azáfama na cozinha.
A mesa está posta, para a consoada.
Parece cedo demais, mas há coisas que têm de ficar para a última da hora e convém ir adiantando o serviço. O centro é de azevinho com pinhas e velas vermelhas. Tem um laço dourado...
O nossa ceia é à moda do Minho e como tal, nela não pode faltar o bacalhau, que está de molho, o polvo que só falta cozer com as batatas e as couves portuguesas.
Amanhã compete-me fazer o molho de azeite com alho picadinho e pimenta, para regar o prato.
Nesta altura e porque sinto que não devo abusar à noite, eu opto apenas por comer polvo e as couves claras e tenras... o que acho uma iguaria e tanto!
Só o faço nesta época e adoro.
Depois belisco as castanhas cozidas com erva doce e nem tenho coragem de tocar nas rabanadas ou nos pastéis de jerimú...
À parte de outros bolos, doces e frutos secos... tudo o que sobra da consoada terá de ficar na mesa para que durante a noite,
"as alminhas possam vir comer"...!
Desde o dia 24 de dezembro até aos reis, dia 6 de janeiro, a mesa está sempre posta e composta e as refeições são em família durante esta época.
Com as sobras do bacalhau, batatas, couves e polvo, no dia 26, ao almoço faz-se a "roupa-velha", que eu não dispenso !!
(T.G.)


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